{"id":438,"date":"2017-03-21T12:21:27","date_gmt":"2017-03-21T12:21:27","guid":{"rendered":"http:\/\/museulourinha.org\/wordpress\/?page_id=438"},"modified":"2018-03-11T11:32:58","modified_gmt":"2018-03-11T11:32:58","slug":"idade-media","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/exposicoes\/atlantico\/arqueologia\/idade-media\/","title":{"rendered":"Middle Ages"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">De um ponto de vista historiogr\u00e1fico, a baliza temporal, que visa estipular o in\u00edcio e o fim da Idade M\u00e9dia, \u00e9 controversa e n\u00e3o definida. Toda a sua estrutura insere-se num cruzar de factores de natureza econ\u00f3mica, pol\u00edtica, social, cultural e religiosa, e a sua evolu\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel em todos os lugares.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 baseado em alguns factores de ordem art\u00edstica, religiosa, pol\u00edtico-social e cultural que a seguir passaremos a descrever a Lourinh\u00e3 na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Lourinh\u00e3, foi considerada senhorio quando D. Afonso Henriques concedeu, em 1160, 1\u00ba Foral a D. Jord\u00e3o, o primeiro Senhor da Lourinh\u00e3, tendo sido, o mesmo foral, confirmado por alguns monarcas seguintes, na maior parte reiterando o anterior.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<em><span class=\"tx_it\">D. Jord\u00e3o, fidalgo franc\u00eas integrado na Segunda Cruzada ao Oriente, tornou-se, por virtude da sua ajuda a D. Afonso Henriques na tomada de Lisboa aos Mouros, o primeiro Senhor da Lourinh\u00e3, a que deu foral em 1160, com autoriza\u00e7\u00e3o de D. Afonso Henriques confirmada por Afonso II por carta de Mar\u00e7o de 1218.<\/span><\/em>\u201d [1]<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo dos sucessivos reinados, a Lourinh\u00e3 foi obtendo alguns privil\u00e9gios, inclusive, no reinado de D. Pedro I (1357-1367), a <span class=\"tx_it\">Carta de Confirma\u00e7\u00e3o de Privil\u00e9gios<\/span> \u2013 (Chanc. D. Pedro I, L.1, fl 11V), reafirma os privil\u00e9gios e merc\u00eas concedidos pelos monarcas antecessores. No entanto, estes privil\u00e9gios continham um interesse, os amores de D. Pedro I e In\u00eas de Castro. Acerca deste assunto, as refer\u00eancias historiogr\u00e1ficas, abordam este concelho como um dos locais escolhidos para o refugio de D. In\u00eas, que esteve acolhida no Moledo, e visitada por D. Pedro que se alojava no seu Castelo na Serra d\u2019El Rey.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com a Dinastia de Avis, o senhorio da Lourinh\u00e3 \u00e9 doado a <a class=\"txlinks_int\" href=\"http:\/\/museulourinha.org\/en\/wordpress\/exposicoes\/arquelogia\/idade-media\/arcebispo-d-lourenco-vicente\/\">D. Louren\u00e7o Vicente<\/a> \u2013 Arcebispo de Braga, em 1384, sendo de sua autoria o pedido de constru\u00e7\u00e3o da <a class=\"txlinks_int\" href=\"http:\/\/museulourinha.org\/en\/wordpress\/exposicoes\/arquelogia\/idade-media\/igreja-do-castelo\/\">Igreja do Castelo<\/a>, assim denominada por dizerem que esta foi constru\u00edda sobre as ru\u00ednas do antigo castelo da Lourinh\u00e3.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s a morte de D. Louren\u00e7o Vicente, em 1397, o senhorio passou para o Dr. Jo\u00e3o das Regras, not\u00e1vel jurista e um dos bra\u00e7os direitos de D. Jo\u00e3o I. Defendeu os direitos do Mestre de Avis ao trono de Portugal, nas Cortes de Coimbra em 1385, ocupou o lugar de Regedor e Defensor do Reino durante a crise de 1383\/1385, sendo depois senhorio da vila. O seu t\u00famulo encontra-se no Coro dos Frades da Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, do antigo Convento de S. Domingos de Benfica.<\/p>\n<p align=\"justify\">_________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/www.museulourinha.org\/images\/transp.gif\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 1px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1\/1;\" \/>\u00a0[1] M\u00e1rio Baptista Pereira, <span class=\"tx_it\">Lourinh\u00e3, Contribui\u00e7\u00f5es para a sua Hist\u00f3ria<\/span>,1\u00aa Ed., C\u00e2mara Municipal da Lourinh\u00e3, 1987, pp-11<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um ponto de vista historiogr\u00e1fico, a baliza temporal, que visa estipular o in\u00edcio e o fim da Idade M\u00e9dia,[Ler Mais &#8230;]<\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":3885,"menu_order":7,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-438","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/438\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museulourinha.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}